Você já desejou tanto uma coisa de Deus que ela virou o centro das suas orações? Foi assim comigo. Logo depois da minha conversão, o meu maior sonho era receber o batismo no Espírito Santo e falar em outras línguas. Neste testemunho, eu conto como foi essa busca, a frustração no dia do batismo nas águas e a noite inesquecível em que Deus me revestiu de poder.
Se você também está buscando essa promessa, leia até o final. Eu creio que esta história vai renovar a sua fé e mostrar que Deus não esquece de quem o busca de coração.

Os primeiros passos de um novo convertido
Quando eu aceitei a Jesus, a minha vida mudou por completo. Graças a Deus, eu era um novo convertido e precisei me adaptar a uma nova rotina. Afinal, tudo era novo: os cultos, os louvores, a linguagem da igreja e até os amigos.
Depois de alguns meses frequentando a igreja, eu ia principalmente aos cultos de doutrina (ensino) e à Escola Bíblica Dominical. Desse modo, eu estava caminhando rumo ao meu desenvolvimento espiritual. Era exatamente o que o apóstolo Pedro ensinou:
“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação.” (1 Pedro 2:2)
Além disso, eu era um jovem muito curioso e perguntava de tudo. Algumas dúvidas eram bobas, outras nem tanto. Mesmo assim, eu levantava a mão na Escola Dominical e perguntava. Hoje eu entendo que essa fome pela Palavra foi um presente de Deus para firmar a minha fé.
Os jovens “canela de fogo” e o meu desejo pelo batismo no Espírito Santo
Quando eu me converti, havia muitos jovens mais ou menos da minha idade na igreja. No meio pentecostal, eles eram chamados de “canela de fogo”. Eu via muitos deles dando liberdade ao Espírito Santo nos cultos, e Deus os usava grandemente.
Por exemplo, havia um jovem que eu admirava muito. Ele era o mais ousado de todos e se destacava falando em outras línguas. Ao vê-lo, um desejo nasceu no meu coração: eu também queria aquilo para mim.
Então eu perguntava para os irmãos como isso era possível. Muitos me diziam que eu precisava orar muito, jejuar e ler bastante a Bíblia. Por isso, o meu foco passou a ser um só: receber o batismo no Espírito Santo com a evidência de falar em outras línguas.
O que a Bíblia ensina sobre o batismo no Espírito Santo
Antes de continuar o testemunho, quero mostrar por que essa busca é tão importante. O batismo no Espírito Santo não é invenção de uma denominação. Pelo contrário, é uma promessa do próprio Jesus para os seus discípulos:
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1:8)
No dia de Pentecostes, essa promessa se cumpriu. A Bíblia diz que “todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:4). Além disso, Pedro deixou claro que a promessa não era só para aquela geração: “a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe” (Atos 2:39).
Ou seja, o batismo no Espírito Santo é para hoje. É um revestimento de poder para viver e testemunhar de Cristo. E Jesus garantiu que o Pai dá o Espírito Santo àqueles que lho pedirem (Lucas 11:13).
Batismo nas águas: um passo de obediência
Enquanto eu buscava o revestimento de poder, a igreja abriu um tempo de batismo. Eu perguntei o que era e me explicaram que era o batismo nas águas. Em outro artigo, eu vou explicar com calma o que significa o batismo nas águas. Por enquanto, saiba que é a confissão pública de que morremos para o mundo e nascemos para Cristo.
Logo, eu também fiquei desejoso de ser batizado nas águas. Assim, comecei a receber o ensino para o batismo. Ao mesmo tempo, orava e jejuava vários dias da semana pedindo a Deus o batismo no Espírito Santo.
Eu também ouvia dizer que algumas pessoas, não todas, recebiam o Espírito Santo quando subiam das águas. Então, eu pensava: “Até agora não recebi, mas talvez seja no dia do meu batismo”.
O dia do meu batismo nas águas

Finalmente chegou o grande dia: 14 de agosto de 2004. Eu congregava na Assembleia de Deus, Ministério de Catanduva. Na sede do ministério havia um tanque batismal atrás do púlpito, e os batismos aconteciam três vezes por ano. Por isso, mais de cem pessoas desceram às águas naquele dia.
Quando chegou a minha vez, desci as escadas e entrei no tanque com o coração cheio de expectativa. No entanto, não aconteceu o que eu esperava. Saí das águas feliz, porque estava morrendo para este mundo e nascendo para Cristo. Ao mesmo tempo, saí triste, porque o revestimento do Espírito não tinha vindo.
Talvez você também já tenha passado por isso. Você esperava uma resposta de Deus em um momento específico, e ela não veio. Mas aprendi que Deus não falha. Afinal, Ele tem o tempo certo para cada promessa.
A noite em que recebi o batismo no Espírito Santo

Depois disso, passaram-se alguns dias. Na sexta-feira, 20 de agosto de 2004, houve um congresso em uma igreja do mesmo ministério. A igreja era pequena, e por isso o culto foi feito na rua, com pelo menos três igrejas convidadas.
Naquela noite, algo diferente aconteceu comigo, algo que nunca mais se repetiu na minha vida. Toda vez que alguém cantava um louvor ou dava um testemunho, eu costumava glorificar a Deus dizendo “Aleluia!”, como tinha aprendido na igreja (você pode ler isso no testemunho da minha conversão). Porém, naquela noite, eu começava a dizer “Ale…” e engasgava. Tentava dizer “Gló…” e engasgava de novo. Eu achava aquilo muito estranho.
Então chegou a hora da pregação. Peço desculpas, mas não lembro o nome do pastor convidado. Inclusive, ele pregou em cima de um ônibus, no meio da rua. Ao terminar a mensagem, ele convidou à frente todos os irmãos que ainda não tinham sido batizados com o Espírito Santo.
Alguns jovens da minha igreja, que também ainda não tinham recebido, me agarraram pelo braço e disseram: “Vamos lá, que é hoje!”. O pastor desceu do ônibus e começou a orar pelas pessoas. Além disso, havia tanta gente na frente que não sobrava espaço para nada.
Quando o pregador pôs a mão sobre a minha cabeça, eu comecei a rodopiar e a glorificar o nome de Cristo. De repente, comecei a falar em outras línguas. Sem dúvida, foi algo muito especial, impossível de descrever com palavras. Naquele momento, entendi o que a Bíblia diz em Atos 19:6: “E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam”.
O que aprendi com essa experiência
Olhando para trás, vejo lições que levo até hoje. A seguir, compartilho as principais:
- Deus honra quem o busca. A oração, o jejum e a leitura da Bíblia não “compram” o batismo no Espírito Santo, mas preparam o coração para recebê-lo.
- O tempo de Deus é perfeito. Eu esperava receber no tanque batismal, mas Deus tinha marcado outra noite, seis dias depois.
- A comunhão faz diferença. Se aqueles jovens não tivessem me puxado para a frente, talvez eu tivesse ficado parado no meu lugar.
- O revestimento é para servir. O batismo no Espírito Santo não é troféu, e sim poder para testemunhar de Jesus.
Se você ainda não recebeu, não desanime. Continue pedindo, buscando e batendo, como Jesus ensinou. A promessa é para você também.
Livros que vão ajudar na sua busca pelo batismo no Espírito Santo
Se você deseja entender melhor essa promessa, separei uma leitura pentecostal que recomendo de coração.
O Batismo no Espírito Santo e as Línguas como sua Evidência – Silas Daniel (CPAD)
Um estudo profundo sobre o batismo no Espírito Santo e o falar em línguas, à luz da Bíblia e da história pentecostal.
Ver preço no Mercado LivreConclusão: a promessa continua de pé
Mais de vinte anos se passaram desde aquela noite de agosto de 2004. Mesmo assim, a lembrança continua viva no meu coração. Eu fui um jovem curioso, que fazia perguntas na Escola Dominical e sonhava com o batismo no Espírito Santo. E Deus, na sua fidelidade, não me deixou sem resposta.
Talvez hoje você esteja exatamente onde eu estava: desejando, orando e esperando. Portanto, quero deixar uma palavra de ânimo: o mesmo Espírito que desceu no Pentecostes e me encheu naquela rua de Catanduva continua derramando poder sobre quem tem sede. Como disse Jesus: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (João 7:38).
Por isso, busque com fé, com humildade e com perseverança. No tempo certo, Deus vai cumprir a promessa na sua vida.
Este testemunho edificou você? Compartilhe com alguém que está buscando o batismo no Espírito Santo e conte nos comentários como foi a sua experiência. Vou ficar muito feliz em ler!
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